O anúncio de interdição da Escola Estadual de Ensino Fundamental Euclides da Cunha, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, motivou reunião para reafirmar a vontade da comunidade em permanecer no local. Após o encontro, realizado nesta segunda-feira (9/10), uma comissão foi à 1ª Coordenadoria Regional de Educação, para tratar da questão com representantes do governo.
A comunidade explica que a estrutura, nos fundos da escola, apresenta rachaduras, com problemas estruturais desde 2014; e solicitação para melhorias pendente desde 2021. Desde então, a área segue isolada pela Defesa Civil, que vistoriou a área a pedido da diretora Fabiana Silva. Assim, o grupo de mães, estudantes, associação de moradores, parlamentares e apoiadores busca agilidade no encaminhamento das obras. E alertam que não há necessidade de transferir os alunos durante o conserto do muro.
A diretora-geral do 39º Núcleo do Cpers, Neiva Lazzarotto, questiona a atual interdição, já que o dano existe desde 2014, ou 2021, quando a própria diretora chamou a Defesa Civil. A comunidade escolar foi informada que uma comissão técnica da Secretaria da Educação irá visitar o local nesta semana.
Conforme a 1ª CRE, está em fase final o 3º processo de licitação para a obra de reforma do muro da Euclides da Cunha. Também aponta que duas empresas que haviam sido contempladas com o edital desistiram da obra. O Setor de Obras da Secretaria indica que o contrato está em análise; em um custo estimado de R$ 50 mil; e com previsão de duração próxima a 4 meses.