Escolas das redes municipais de Jaguarão e Alegrete estudam inserir a carne de ovelha na merenda escolar a partir de 2025. As tratativas para começaram com uma visita técnica de nutricionistas das secretarias de Educação dos dois municípios a cidade Arroio Grande. Na rede municipal da cidade do sul do Estado, a carne de ovelha foi inserida neste ano para os alunos do ensino fundamental.
O projeto piloto foi desenvolvido através de uma parceria entre Emater, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Prefeitura de Arroio Grande. A ideia de incluir a carne de ovelha na merenda das escolas de Arroio Grande surgiu a partir da necessidade dos produtores locais em encontrar novos mercados para sua produção. "A ovinocultura na nossa região é uma atividade predominantemente e o pecuarista familiar, por vezes encontra dificuldades para comercializar seu produto", justifica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arroio Grande, João Cezar Larrosa. Ele intermediou as negociações com os municípios. "Tivemos uma experiência de sucesso em 2024 e agora a intenção é expandir para outras cidades e, dessa forma, fortalecer a agricultura familiar regional", projeta.
Em 2024, a Prefeitura de Arroio Grande fez uma compra de 200 kg de carne de ovelha de produtores do município. Para facilitar o preparo, o produto foi beneficiado por um frigorífico local na forma de iscas,tiras ou moída. Nas seis escolas de Ensino Fundamental da cidade, o alimento foi servido para 1,1 mil estudantes de várias formas como, por exemplo, cozido com legumes, em arroz de carreteiro e ensopado.
Segundo a nutricionista da secretaria municipal de educação de Arroio Grande, Patrícia Brito da Costa, a
carne ovina é uma carne rica em proteínas de alta qualidade, vitaminas do complexo B, além de minerais, antioxidantes e ácidos graxos. "Por tudo isso e por ser uma cultural local o consumo dessa carne, buscamos introduzi-la na alimentação escolar do município de Arroio Grande e para que fosse possível
foi preciso adotar um modelo para o processamento e entrega da carne de ovelha, para que se facilitasse o manuseio para os manipuladores, '' observa. Ela conta que também foi delimitado o percentual de gordura do alimento. “Como a carne de ovelha é rica nutricionalmente, uma fonte de fosfolipídios e proteínas de alto valor biológico inseri-la na alimentação escolar trouxe ganho nutricional para as crianças e a aceitação foi ótima, por a maioria só havia comido carne de ovelha no churrasco", completa. A partir do sucesso entre a criançada, a ideia é aumentar a quantidade adquirida durante o ano letivo de 2025.