A definição ocorreu após audiência de conciliação realizada na Justiça Federal, que terminou sem acordo. O diretor de Comunicação do Centro Acadêmico André da Rocha (Caar), Luciano Victorino, explicou que foram definidas cinco pautas para negociar com a universidade. Ele relatou que no encontro o diretor da Faculdade de Direito, Danilo Knijnik, se manteve irredutível e não atendeu nenhuma das reivindicações. Após a reunião, os estudantes conseguiram negociar com a Reitoria e obtiveram a garantia de devolução de duas bolsas de extensão para o CAAR, retiradas no início do ano.
Victorino avaliou de forma positiva a mobilização, pois foi obtida a principal demanda para anulação do concurso para professor na disciplina de Criminologia e Direito Penal. Em 21 de maio, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Ufrgs aceitou os recursos que pediam a anulação do certame.
No final do mês passado, a Ufrgs entrou com pedido de manutenção de posse da Faculdade de Direito e obteve na Justiça Federal uma liminar ordenando a desocupação. Os alunos, porém, recorreram e conseguiram cassar a decisão.