Ensino

Governo vai recompor o orçamento das federais

Remanejo de recursos deve permitir a execução das atividades acadêmicas de 2026

O valor corresponde ao mesmo montante que seria direcionado às Instituições de Ensino Superior (IES) públicas, mas que foi cortado na aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), em dezembro de 2025, pelo Congresso Nacional
O valor corresponde ao mesmo montante que seria direcionado às Instituições de Ensino Superior (IES) públicas, mas que foi cortado na aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), em dezembro de 2025, pelo Congresso Nacional Foto : Maria José Vasconcelos / Especial / CP

A recomposição do orçamento 2026 das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) no país foi anunciada, nesta semana (19/1), pelo governo federal. A divulgação ocorreu após reunião entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação, Camilo Santana, e direções da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes) e do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação (Conif).

O valor corresponde ao mesmo montante que seria direcionado às Instituições de Ensino Superior (IES) públicas, pelo Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), mas que foi cortado, em sua aprovação, em dezembro/25, pelo Congresso Nacional. A medida representava redução de 7,05% no repasse anual dos institutos.

Na reunião, o presidente da Andifes, reitor José Geraldo Ticianeli, ressaltou o potencial das Ifes em produção científica e formação profissional no país. E enfatizou que a recomposição é fruto de “diálogo respeitoso e responsável” entre MEC, Andifes e governo federal, acentuando a importância da construção de política de financiamento permanente para a Educação Superior pública.

O presidente do Conif, Júlio Heck, reitor do Instituto Federal do RS (IFRS), apontou que houve um remanejo do governo federal, próximo a R$ 970 milhões, tirando recursos de outros órgãos, para direcionar ao Ministério da Educação (MEC).

Ele explicou que o valor servirá para recompor perdas das universidades, dos institutos federais e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). E afirmou que as instituições agora aguardam detalhes do MEC sobre cada destinação a ser feita, afirmando que foi garantido que o valor seria suficiente para recompor o orçamento perdido. “É uma injeção de ânimo, de esperança e a garantia de que possamos ter um ano de 2026 mais tranquilo e com a execução de todas as atividades acadêmicas previstas, efetivamente, acontecendo”, completou o reitor.

Manifestações

  • O corte orçamentário de 2026 às Ifes foi anunciado em dezembro/25, gerando grande repercussão do setor no país.
  • Com a redução de verbas, as Ifes alegavam falta de orçamento para serviços acadêmicos essenciais, como água e luz.
  • A preocupação e justificativa de Ifes constam em notas, como da Andifes.

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