Conciliar maternidade, estudos e carreira acadêmica ainda é desafio para milhares de brasileiras. Entre aulas, pesquisas, produção científica e cuidados com os filhos, muitas mulheres enfrentam barreiras que impactam diretamente no desenvolvimento de seus estudos. Para enfrentar essa realidade, o Ministério da Educação (MEC) destaca que tem ampliado políticas públicas voltadas ao acolhimento, à permanência estudantil e à valorização das trajetórias de mães estudantes, pesquisadoras e profissionais da Educação no país.
Programas Públicos
Entre as iniciativas está o Programa Aurora, lançado em março/26, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao MEC. Instituído pela Portaria n° 129/2026, o programa prevê a concessão de bolsas para apoiar professoras orientadoras vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu e que estejam gestantes ou sejam mães de crianças de até dois anos. Atualmente são 50.629 mulheres brasileiras com bolsas da Capes em cursos de mestrado e doutorado, significando 57,4% do total de bolsistas da fundação.
O programa prevê apoio a docentes, do 2° trimestre da gestação até os 2 anos da criança. O objetivo é permitir que pesquisadoras contem com bolsistas de pós-doutorado para auxiliar nas atividades acadêmicas e científicas durante esse período, contribuindo para manter as pesquisas e para a permanência dessas mulheres na pós-graduação.
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Ações do MEC de apoio às mães também integram a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), instituída pela Lei n° 14.914/2024. É voltada a expandir condições de permanência e êxito dos estudantes das instituições federais de Ensino Superior e da Educação Profissional e Tecnológica, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Já o Programa de Permanência Parental na Educação (Propepe), parte da Pnaes, busca assegurar que alunas com filhos consigam manter o trabalho acadêmico até concluir seus cursos de graduação, como forma de reduzir as desigualdades no ambiente universitário. Além do Propepe, há outros equipamentos de assistência estudantil, como restaurantes universitários, Cuidotecas (box) ou o programa Mulheres Mil, com cursos de qualificação gratuitos.
No RS
- A Universidade Federal do Rio Grande (Furg) deu início, em abril/26, às atividades de sua Cuidoteca.
- O projeto integra o Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida. São locais abertos às crianças durante o tempo letivo, principalmente à noite, favorecendo que mães participem de aulas, estudo e pesquisa.
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