Ensino

Mudanças climáticas e escolas resilientes em foco

Declaração de Porto Alegre e visitas técnicas reforçam o compromisso coletivo de preparar redes de ensino para futuros desafios ambientais

As visitas proporcionaram aos participantes uma vivência concreta da Educação pública no Estado
As visitas proporcionaram aos participantes uma vivência concreta da Educação pública no Estado Foto : Cainan Silva / Seduc / CP

Seminário internacional apresentou experiências voltadas à prevenção de riscos e reconstrução de escolas atingidas por desastres naturais.

O “Seminário Internacional Educação, Mudanças Climáticas e Resiliência” foi encerrado nesta semana com visitas técnicas e propostas de fortalecimento da consciência ambiental nas comunidades escolares e projetos pedagógicos e estruturais voltados à prevenção de riscos climáticos. Os trabalhos, promovidos dias 5 e 6/8 em Porto Alegre, reuniram especialistas de oito países, gestores públicos e representantes de instituições parceiras, para debater e buscar alternativas e ações diante de extremos ambientais.

A Declaração de Porto Alegre para Escolas Resilientes, documento firmado no evento, reforçou o compromisso coletivo com a preparação das redes de ensino para enfrentar desafios impostos por mudanças climáticas. Houve exposição de experiências nacionais e mundiais voltadas à prevenção de riscos e à reconstrução de escolas atingidas por desastres climáticos. E ocorreram visitas a duas escolas públicas estaduais na Capital: a Almirante Barroso (em zona ribeirinha da Ilha da Pintada, uma das áreas mais impactadas pelas enchentes de maio de 2024, e atualmente em recuperação, com obras adaptadas para se tornar espaço resiliente); e o Instituto de Educação General Flores da Cunha (prédio histórico, completamente restaurado, com projetos de inovação pedagógica e referência na rede pública gaúcha).

Painéis e visitas

As atividades foram promovidas pela Secretaria da Educação do RS, em parceria com o Banco Mundial, o governo do Japão e apoio técnico do movimento Todos Pela Educação. E ocorreram painéis com especialistas de países como Equador, Bolívia, Peru ou Uruguai, bem como de várias regiões do Brasil.

As visitas proporcionaram aos participantes uma vivência concreta da Educação pública no Estado. E para quem veio de outros estados, a experiência foi também uma oportunidade de refletir sobre os próprios contextos locais e sobre como adaptar proposições semelhantes. Das secretarias municipais de Educação, Patrícia Duarte, de São Luís (MA), destacou o impacto emocional de conhecer presencialmente escola atingida pela enchente. Patrick Tranjan, de Belém (PA), ressaltou a importância de aliar teoria e prática. E Álvaro Chianelli, do Rio de Janeiro, falou que lida com enchentes e altas temperaturas, enfrentando semelhanças nos desafios.

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