Ensino

Novo campus da UFRGS em Caxias do Sul é “virada de chave para a economia do RS”, afirma reitora

Empreendimento anunciado pelo Governo Federal, com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), vai beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas nos 49 municípios da Serra Gaúcha

Projeto foi apresentado pela reitora Márcia Barbosa em reunião na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, com a presença do presidente da casa, Pepe Vargas
Projeto foi apresentado pela reitora Márcia Barbosa em reunião na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, com a presença do presidente da casa, Pepe Vargas Foto : Ricardo Giusti

“É mais do que um campus na Serra, é uma virada de chave para a economia do RS”, afirmou a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Márcia Barbosa, sobre a implantação da nova sede acadêmica na Região Nordeste, o chamado Campus Serra.

A apresentação foi realizada às 9h na Sala João Neves da Fontoura (Plenarinho), na Assembleia Legislativa do RS (ALRS), com a presença do presidente do Legislativo Gaúcho, deputado Pepe Vargas, além de outras autoridades do Estado e da Serra Gaúcha, incluindo vereadores, parlamentares e líderes estudantis.

Apesar do campus da UFRGS na Serra ser uma ideia antiga, defendida há décadas pela comunidade local, somente no último ano o novo campus foi confirmado pelo Governo Federal, com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê a ampliação de universidades federais no Brasil.

De acordo com o presidente da ALRS, Pepe Vargas, o novo campus é resultado de um pleito conjunto entre autoridades e comunidade da Serra Gaúcha, uma vez que a proposta foi enviada dentro do Plano Plurianual de investimentos do Governo Federal, que em 2023 passou a ser participativo, permitindo envio de propostas e votação de prioridades. “Nós fizemos toda uma mobilização para que a criação de uma universidade na Serra Gaúcha entrasse dentro do Plano Plurianual”, comentou o deputado.

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Novo Campus Serra

Desde setembro de 2024, a atual reitoria vem fazendo visitas à Caxias do Sul para planejar a instalação do novo campus. Mas o local do empreendimento ainda está em fase de definição.

Com previsão para iniciar as atividades em 2026, o campus será implementado em um prédio a ser adquirido pela universidade, que terá uma capacidade inicial para 6 cursos de ensino superior, totalizando 2.800 vagas de graduação.

Segundo a reitora, o Governo Federal oferta R$ 50 milhões para compra do prédio e R$ 10 milhões para equipamentos, alé de 160 vagas para docentes e 140 vagas de técnicos administrativos em educação.

Cursos confirmados:

  • Administração
  • Engenharia Agrícola
  • Engenharia de Produção Mecânica
  • Engenharia de Materiais e Manufatura
  • Ciência de Dados
  • Pedagogia
  • Potenciais:
  • Saúde, Artes e Humanidades

Estrutura base padrão de novos campi:

  • 6 cursos (2 com 400 alunos e 4 com 500 alunos): 2.800 vagas de graduação
  • 160 docentes e 140 Técnico(a) Administrativo(a) em Educação (TAEs) em 5 anos

Infraestrutura: salas de aula, laboratórios, biblioteca, administração, restaurante, urbanização - R$ 50 milhões em investimento

Equipamentos - R$ 10 milhões em investimento

Desenvolvimento da região

Segundo Pepe Vargas, a taxa de natalidade da Serra Gaúcha é a que mais cresce no Estado, o que reforça o potencial produtivo e acadêmico da região.

Ainda de acordo com a reitora da UFRGS, Márcia Barbosa, os primeiros cursos confirmados, mais voltados para as ciências exatas e para a educação infantil, foram escolhidos de acordo com o perfil de desenvolvimento da região.

“A agricultura do RS precisa se desenvolver. Precisamos de mais sustentabilidade no campo, de trazer mais ferramentas e instrumentos. Precisamos também de Ciência de Dados, porque ela nos ajuda a enxergar padrões, teremos mais tecnologia atendendo a diversos mercados. Nos perguntam “cadê as humanidades?”. Vão vir novidades, mas temos que começar de algum ponto”, afirmou a reitora Márcia Barbosa.

“A federal ali é uma necessidade. Há uma desigualdade social, muitos filhos de trabalhadores não têm acesso à educação. São cursos necessários. A região segue crescendo, a população ainda vai crescer mais, isso é um dado importante para a universidade”, afirmou a deputada federal Denise Pessôa.

“São poucas pessoas que têm curso superior, porque sequer pensam na possibilidade de pagar”, complementou Rose Frigeri, vereadora de Caxias do Sul.