Representantes do Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS (Assufrgs) realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira, junto à Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, cobrando o cumprimento integral do acordo de greve firmado após a paralisação nacional de 2024. O protesto, com o uso de cartazes, culminou na entrega de uma carta ao ministro da Educação, Camilo Santana, que está em agenda na Capital.
A categoria discute ainda um indicativo de nova greve nacional, para os dias 2 ou 23 de fevereiro, caso não haja sinalização de cumprimento das reivindicações. Segundo a entidade, desde 2016 há “cortes significativos” em orçamentos como o de manutenção, e tampouco o Novo PAC, que já investiu R$ 1,3 bilhão somente no Rio Grande do Sul, prioriza novas construções em detrimento das reformas e melhorias da estrutura já existente.
“O governo, na ocasião do acordo, se comprometia a cumprir várias demandas da categoria, como a recomposição salarial, que em parte foi atendida. Estamos aqui hoje para demandar do ministro que, principalmente, as pautas relativas ao MEC, como a questão (da jornada) das 30 horas semanais, sejam também”, disse o coordenador geral da Assufrgs, Ítalo Guerreiro.
O Assufrgs Sindicato faz um ato em defesa da educação e entrega carta que exige o cumprimento do acordo de greve ao ministro da Educação Camilo Santana
Uma carta-manifesto foi entregue ao ministro, no qual há também reivindicações sobre a realização de novos concursos públicos e nomeações de técnicos-administrativos nas universidades e institutos federais (IFs), bem como a não-instituição do chamado Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) da categoria. A reforma administrativa é outro ponto que, segundo a Assufrgs, acelera a precarização do ensino.
“Ela está em tramitação no Congresso Nacional, e vem para retirar direitos dos servidores público. Por mais que tenha tido, por parte do governo federal, a recomposição do orçamento das universidades, a gente também vem alertando o quão negativo é o sequestro do Orçamento federal por parte do Congresso, para atender demandas individuais, como o fundo partidário e as emendas Pix”, acrescentou ele.
Segundo o ministro da Educação, o Orçamento atual representa um aumento de quase 40% em comparação com o ano anterior, englobando custeio e investimentos. Especificamente no Rio Grande do Sul, o investimento em obras atingiu cerca de R$ 600 milhões. “Estamos garantindo a cada ano ao menos a reposição pela inflação”, comentou Santana.