A reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) amanheceu com os portões fechados e trancados pelos Servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs). De acordo com o Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS (Assufrgs), o acesso ao prédio da Reitoria ficará trancada por tempo indeterminado. A ação simbólica começou por volta das 6h desta terça-feira e denuncia a demora na reabertura das negociações com o governo federal.
A greve nacional dos TAEs já ultrapassa 60 dias, atingindo 54 instituições em todo o país. Em Porto Alegre, o movimento envolve servidores da UFRGS, UFCSPA e IFRS, representados pela ASSUFRGS. Deflagrada em 26 de fevereiro de 2026, a paralisação tem impactado diretamente serviços essenciais como bibliotecas, laboratórios e setores administrativos.
•• Principais reivindicações da greve nacional dos TAEs:
• Cumprimento integral do acordo firmado na greve de 2024 (mais de 18 itens ainda pendentes).
• Jornada de 30 horas semanais para todos.
• Inclusão dos aposentados nas alterações da carreira.
Ao ser questionada sobre a greve, a UFRGS respondeu com nota publicada ainda no início do movimento, no dia 26 de fevereiro, e com um texto de uma "moção de apoio à greve das servidoras e servidores técnicos administrativos em educação” (arquivo em pdf no site da Ufrgs).
Confira a nota:
"A Administração Central da UFRGS manifesta solidariedade à greve dos técnicos administrativos deflagrada a partir desta quinta-feira, 26 de fevereiro. As demandas de cumprimento dos pontos do acordo de greve firmado são legítimas e importantes para garantir condições dignas de trabalho, reconhecimento e compensação.
Para além das pautas da categoria, o movimento reafirma a defesa da educação pública e do serviço público de qualidade como direitos da população brasileira, pontos que são fundamentais para a existência e sustentabilidade da universidade pública.
Esperamos que o governo se comprometa com o diálogo resolutivo dessas questões para honrar o acordo e restabelecer o trabalho nas universidades e institutos federais”.