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Associação de vítimas da Kiss entrega dados que podem provar improbidade administrativa

Ministério Público vai avaliar supostas informações novas sobre má conduta do poder público na tragédia

Representantes dos familiares das vítimas do incêndio na boate Kiss se reuniram na tarde desta segunda-feira com o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Ivory Coelho Neto, e o procurador de Justiça, Roberto Bandeira Pereira, relator do Inquérito referente ao caso no Conselho Superior do Ministério Público. O representante legal dos familiares, Luiz Fernando Smaniotto, voltou a pedir que o Conselho não homologue o pedido de arquivamento das denúncias contra a Prefeitura Municipal e entregou um relatório com dados novos sobre a tragédia, recolhidos pelos advogados das famílias.

A tragédia matou 242 pessoas desde 27 de janeiro, em Santa Maria. Segundo o grupo, as novas informações servem para atestar que houve improbidade administrativa no caso. “Viemos pedir a ajuda do MP como parceiro de trabalho na busca pela Justiça”, destacou o Smaniotto.

De acordo com Roberto Bandeira Pereira, os documentos recebidos serão anexados ao inquérito já em estudo e, havendo realmente a existência de elementos novos, o material pode ser enviado à origem para que os promotores se manifestem e, se for o caso, ampliem a investigação. Os familiares discordaram da conduta do MP de Santa Maria dizendo que o órgão foi brando demais com o poder público do município, que, segundo a Associação, não fiscalizou a boate dentro das exigências da lei.

No início de setembro, um abaixo-assinado com 25 mil assinaturas já havia chegado ao MP pedindo a não homologação do arquivamento dos processos de improbidade pelo Conselho Superior do órgão.

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