Na denúncia, a promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari afirma que, ao acelerar seu automóvel contra as vítimas, Neis deu início ao ato de matar, causando lesões corporais comprovadas pelos boletins de atendimento médico. Segundo o MP, os ciclistas foram salvos pelo fato de estarem usando equipamentos de segurança e pelo pronto atendimento recebido.
Conforme Lúcia, os crimes foram praticados por motivo fútil, tendo em vista que o denunciado queria acelerar seu veículo e “demonstrou extremo egoísmo e individualismo”. Além disso, Neis agiu mediante meio que resultou em perigo comum, uma vez que o crime foi praticado em via pública.
O MP também destaca que o recurso utilizado dificultou a defesa das vítimas, que trafegavam de forma distraída com suas bicicletas, quando foram atingidas inclusive pelas costas. O motorista alega que avançou com seu Golf sobre os ciclistas porque estava sendo ameaçado de linchamento. Ele teria tomado a atitude para defender a integridade física do filho adolescente, que estava junto no carro.