Butantan vai encaminhar à Anvisa nova solicitação para uso de Coronavac em crianças

Butantan vai encaminhar à Anvisa nova solicitação para uso de Coronavac em crianças

Governo paulista reservou 12 milhões de doses do imunizante para aplicar em menores de 3 a 11 anos

Correio do Povo

Governo paulista reservou 12 milhões de doses do imunizante para aplicar em menores de 3 a 11 anos

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O governo de São Paulo anunciou, nesta quarta-feira, que o Instituto Butantan irá enviar uma nova solicitação na próxima semana, pela segunda vez, à Anvisa pedindo liberação do uso da Coronavac para crianças de 3 a 11 anos. O primeiro pedido foi protocolado em agosto deste ano. A diferença, segundo o governador João Doria, é que agora o pedido é acompanhado de estudos feitos pela Sinovac – laboratório chinês que produz a Coronavac.

Enquanto espera a autorização da agência reguladora brasileira, 12 milhões de doses do imunizante ficarão reservadas em estoque no estado paulista. A quantidade, segundo o governo, é suficiente para aplicar a primeira dose em todas as crianças da faixa-etária, estimada em 5,1 milhões. "O excedente deve ser negociado pelo Instituto Butantan com outros países, estados e municípios do Brasil", anunciou o governo nesta quarta-feira. 

“A Coronavac é a vacina mais aplicada em todo o mundo, com eficácia e segurança mais do que comprovadas, inclusive pelo uso em outros países, e deve ser sim usada em crianças.  Estamos preparando o segundo dossiê para a Anvisa solicitando essa autorização e esperamos que a Anvisa nos atenda neste pleito, que é necessário para o Brasil, à semelhança do que acontece em outros países, já usando extensivamente essa vacina”, destacou o Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em coletiva.

A Coronavac ainda não obteve o registro sanitário definitivo na Anvisa — é aplicada sob autorização temporária de uso emergencial —, o que deve excluir o imunizante do Programa Nacional de Imunizações (PNI) após o fim do período pandêmico.

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Um pedido de liberação da vacina para crianças protocolado pela farmacêutica Cominarty, que produz a Pfizer, também segue em processo na Anvisa. Na última segunda-feira, o órgão recebeu um pacote de informações em resposta às exigências feitas anteriormente sobre o uso do imunizante para crianças de 5 a 11 anos. 

"O pacote de dados enviado pela Pfizer já está em análise pela equipe técnica da Anvisa, que já estava analisando os demais dados entregues anteriormente pelo laboratório", informou a Anvisa.

O uso do imunizante Pfizer para crianças, com dosagem reduzida para faixa-etária, é autorizado em diversos países, como Espanha, Itália e Portugal. A vacinação é possível na União Europeia desde que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) autorizou seu uso em 25 de novembro. 


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