O coordenador da comissão de negociação do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Alceu Weber, confirmou que a decisão dos trabalhadores era de manter a paralisação no domingo. “Ao contrário do que o senso comum pensa, o passe livre tem um custo. O que se busca é o passe livre que não tenha custo para o município”, argumentou. Ele citou relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que aponta que as empresas tiveram lucro maior do que o previsto.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Julio Gamaliel, salientou que, durante a semana, caso exista um acordo entre prefeitura e empresas do ramo, os rodoviários colocariam parte da frota em operação, mas com a catraca liberada. O prefeito respondeu à proposta comentando que o município não tem condições de pagar o custo de operação diária nestes moldes. O diretor da EPTC, Vanderlei Capellari, criticou a situação: "Se a prefeitura pagar o custo diário de R$ 2 milhões durante a semana, não há problema de circular. Amanhã que é feriado, um dia importante para a população de Porto Alegre isso não serve para colocar os ônibus nas ruas".
Com um trânsito tranquilo, o movimento nas paradas de ônibus foi pequeno na tarde de sábado em comparação com os dias anteriores. Já receosos em função da greve, muitos passageiros buscaram outras alternativas de transporte - inclusive o transporte clandestino. Na avenida João Pessoa, por exemplo, a maioria dos passageiros aguardava pelo ônibus em direção a Viamão ou buscavam um lugar nos táxis-lotações.
Vans do transporte escolar, autorizadas pela prefeitura de Porto Alegre, devem começar a cicular na próxima segunda-feira com placas indicando o itinerário. O objetivo é dar uma alternativa à população afetada pelo greve dos rodoviários, que entrou em seu sexto dia neste sábado.