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Caso Kiss: Juiz interrompe sessão que ouvia delegado

Nova etapa de oitivas foi retomada nesta sexta em Santa Maria

Nova etapa de oitivas foi retomada nesta sexta em Santa Maria
Nova etapa de oitivas foi retomada nesta sexta em Santa Maria Foto : João Vilnei / Especial / CP
No primeiro depoimento desta sexta-feira, durante a nova etapa de oitivas relativas ao incêndio da boate Kiss, que matou 242 pessoas em Santa Maria em janeiro de 2013, o juiz Ulysses Fonseca Louzada foi obrigado a interromper a sessão que ouvia o delegado regional da Polícia Civil Marcelo Mendes Arigony. O pai de uma das vítimas da tragédia, Flávio Silva, se manifestou contra o advogado Jader Marques. A sessão foi interrompida por 16 minutos antes de ser retomada.

A manifestação de Silva ocorreu quando Jader Marques, que defende o empresário Elissandro Spohr, o Kiko, afirmava ao delegado Marcelo Arigony que a delegacia regional estaria com alvará de funcionamento vencido. Arigony se preparava para responder e foi interrompido por Silva que gritou: "E os nossos filhos? Você (Jader Marques) está desviando o assunto. Isso não vai ficar assim. Nós queremos justiça", disse antes de deixar o Salão do Júri do Fórum.

Ao responder o questionamento, Arigony afirmou que a delegacia regional não corria risco de incêndio. "A documentação já estava encaminhada e precisava apenas ser analisada. Se a boate estivesse com a documentação em dia, muitas pessoas teriam saído vivas de lá. Se a fiscalização tivesse sido feita, o local não teria aberto e não existiria o incêndio", explicou.

Antes da interrupção, Arigony declarou que não conhecia a boate antes do incêndio. "A tragédia foi uma situação desproporcional em relação a qualquer outro sinistro. O inquérito foi difícil e foi o caso mais importante da história da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ninguém estava preparado para um evento deste tipo", afirmou.