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Centro Administrativo tem plano contra incêndio, garantem bombeiros

Edifício está entre os cem prédios públicos com pedido de interdição pelo MP

Centro Administrativo pode ser interditado pela Justiça
Centro Administrativo pode ser interditado pela Justiça Foto : André Ávila
O Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) está entre os cem prédios públicos de Porto Alegre que podem ser interditados pela Justiça, a pedido do Ministério Público gaúcho, pela falta de Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). No entanto, para o comandante do Corpo de Bombeiros da Capital, tenente-coronel Adriano Krukoski, não há motivos para interditar o edifício. “Existe um plano aprovado”, confirmou. Segundo ele, há vários prédios com sistema de prevenção, mas que precisam regularizar a situação dos documentos, assim como existem muitas estruturas sem os equipamentos necessários.

O secretário da Administração e dos Recursos Humanos, Alessandro Barcellos, disse que o pedido de interdição foi feito à 5ª Vara da Fazenda Pública e já foi respondido pelo governo há dez dias. “Informamos que temos um plano contra incêndios vigente aprovado pelos bombeiros em setembro de 2012. Estamos trabalhando dentro da lei”, justificou.

Segundo o secretário, todos os extintores de incêndio estão em dia. “Também formamos uma brigada de
incêndios com 150 funcionários antes mesmo do caso da boate Kiss. No dia 27 de junho, faremos um grande simulado de evacuação do prédio”, complementou. Barcellos disse que os servidores e frequentadores não têm
motivo para se preocupar. “O Centro Administrativo é considerado de baixo risco, porque tem atividade de escritório”, destacou.

A Justiça analisa cerca de cem pedidos de interdição. Parte deles, conforme o promotor de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística da Capital, Fábio Sbardelotto, é formada por edifícios públicos, incluindo o préd Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa).

“Aguardamos decisão judicial, que poderia ser o quanto antes, porque é uma situação irregular e de risco”, declarou o promotor, que afirmou não se tratar apenas de documentos. “Quando não há alvará é porque há inadequação”, disse. Sbardelotto salientou que o Ministério Público espera que ocorra a regularização, com equipamentos de segurança, sem transtorno. O pedido foi feito há 15 dias.

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