O comandante da corporação, coronel Eviltom Pereira Diaz, reconheceu as deficiências da corporação e disse que o fogo poderia ter sido controlado mais rapidamente. “Temos deficiências históricas, tanto em termos de falta de equipamentos como de pessoal, mas também dependemos de empresas que entreguem caminhões adaptados para os Bombeiros”, ressaltou.
O dirigente destaca que 2,4 mil bombeiros estão na ativa e outros 400 devem ser contratados com a realização de concurso, ainda assim, o quadro não será suficiente para suprir a demanda. O edital foi publicado no início de fevereiro.
Conforme o presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar, José Carlos Riccardi, o Estado tem menos da metade do número de viaturas necessárias para garantir o combate a incêndios. O oficial ressalta que antes da tragédia da boate Kiss, um relatório sobre as deficiências da corporação foi enviado ao Piratini. Apesar disso, ressalta que a crítica não é feita ao governo.
“Não temos mais o que relatar sobre falta de equipamentos. Durante o incêndio do Mercado Público, isso já estava muito claro. Porto Alegre tem uma escada Magirus enquanto deveria ter seis. A corporação também não tem plataforma, nem barcos de salvamento”, destacou.