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Começa julgamento de acusado de matar juíza Patrícia Acioli

Magistrada foi morta a tiros em agosto de 2011, em Niterói

Juiza foi executada na porta de casa
Juiza foi executada na porta de casa Foto : Douglas Shineidr / AE / CP
O Tribunal do Júri de Niterói começou na manhã desta terça-feira a julgar o primeiro acusado de participar do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em agosto de 2011, o cabo da Polícia Militar, Sérgio Costa Júnior. Segundo a assessoria de imprensa da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que defende o réu, a previsão é que o julgamento se encerre ainda hoje.

Sérgio Costa Júnior foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. As penas somadas variam de 14 a 36 anos de prisão. Mais dez policiais militares também são acusados de ter participado do assassinato e serão julgados posteriormente.

De acordo com a Defensoria Pública, Sérgio vai manter o que falou em juízo, ou seja, confessa que atirou na vítima e depois se arrependeu. Ele recorreu à delação premiada e pode ter sua pena reduzida em até dois terços, caso seja condenado. Ainda segundo a defensoria, Sérgio trouxe três testemunhas ao julgamento e ainda vai avaliar quais serão usadas. .

“Espero que não só ele seja condenado, mas todos os demais. A condenação deles é importante não só para a família, mas também para a Justiça brasileira”, disse Simone Acioli, irmã da magistrada assassinada.

Vários policiais militares fazem a segurança da sala de julgamento, no 12° andar do Fórum de Niterói. Além da revista regular na entrada do fórum, todos os presentes precisam passar por um detector de metais e por uma revista de pertences, antes de entrar na sala.

Juíza recebeu quatro ameaças de morte

A juíza Patrícia Lourival Acioli havia recebido quatro ameaças de morte, segundo informações da Polícia Civil. Ela não tinha segurança e o carro em que estava não era blindado. A juíza era conhecida pela atuação rigorosa e tinha um histórico de julgar vários casos contra policiais com desvio de conduta.

Em 2010, ela decretou a prisão de pelo menos quatro cabos da Polícia Militar e de uma mulher que seriam integrantes de um grupo de extermínio da Marcha de Vans. No início de 2011, a juíza mandou prender seis PMs suspeitos de forjar autos de resistência.


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