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Corsan estima alta de 30% na produção de água em Gravataí

Pelo menos 100 mil moradores ficaram sem abastecimento na cidade no fim de semana

Moradores acumularam roupas e louças sujas devido a falta de água na cidade
Moradores acumularam roupas e louças sujas devido a falta de água na cidade Foto : André Ávila
A produção de água no município de Gravataí, na região Metropolitana, vai aumentar em 30% nos próximos sete dias, conforme anúncio do diretor-presidente da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), Tarcísio Zimmermann, nesta quinta-feira. Em março, segundo ele, a capacidade irá saltar para 90%.

Pelo menos 100 mil moradores ficaram sem água no final do ano e, apesar de o serviço ter sido normalizado, o município está em estado de alerta, já que o nível do rio Gravataí, que abastece a cidade, é de 98cm quando o normal seria 2,68m.

O diretor-presidente da Corsan afirmou que “não faltou agilidade”, mas admitiu que a Corsan não estava preparada para a ocorrência de três problemas simultâneos: intenso calor e consequente aumento de consumo; rompimento de adutora; e falta de energia elétrica.

De acordo com um técnico da Corsan, uma empresa terceirizada vai verificar melhores fontes de captação da água para atender o sistema que abastecerá Cachoeirinha e Gravataí. Na segunda-feira, em entrevista à Rádio Guaíba, Zimmermann informou que a Corsan irá investir cerca de R$ 60 milhões no sistema de água da região Metropolitana. Ele expliucou que a água será captada no rio Guaíba, no bairro Lami, e transportada até Viamão, onde será tratada. "Será uma grande estação de tratamento. Talvez a maior que a Corsan tenha no sistema. Praticamente vai duplicar a capacidade de produção de água para a região Metropolitana", enfatizou.

Nesta manhã, representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), Corsan, Defesa Civil e prefeitura de Gravataí estiveram reunidos para discutir o problema da falta de água no município. De acordo com o prefeito Marco Alba, foi criado um comitê para acompanhar de perto a atuação da Corsan.

Roupa e louça sujas acumulam

A auxiliar de montagem Silvana Klippel, que mora há três anos no bairro Cohab 2, disse que “a falta de água é freqüente no verão”. Segundo ela, no verão passado chegou a faltar cinco dias consecutivos.

Silvana contou que a água voltou às torneiras no dia 31 de dezembro, mas saía com barro. “Agora já está normal”, relatou. Nesta manhã, ela lavava a roupa que acumulou. Como tem três crianças em casa, a prioridade foi dar água para elas beberem. “Não podia lavar roupa, louça e tomar banho”, reclamou.

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