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Defesa de atropelador de ciclistas pretende desqualificar inquérito

Servidor foi denunciado por 17 tentativas de homicídio, mas seis pessoas passaram por exames

A defesa do funcionário do Banco Central Ricardo Neis, acusado de atropelar um grupo de ciclistas, em Porto Alegre, pretende desqualificar o inquérito criminal que tramita contra ele na Justiça do Rio Grande do Sul. Conforme o advogado Marco Mejia, apesar de Neis ter sido denunciado pelo Ministério Público por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificado, apenas seis pessoas foram submetidas a exame de corpo de delito. Todas, segundo os defensores, sofreram lesões leves. A intenção do advogado é comprovar que o atropelador foi coagido e agredido pelos ciclistas e, preocupado em proteger seu filho, acabou acelerando o carro e fugindo.

Testemunhas de defesa já foram convocadas pelos advogados para tentar comprovar a tese de que os ciclistas incitaram Neis a tomar a atitude - entre elas, um cadeirante supostamente agredido em uma passeata do Massa Crítica. No final desta tarde, integrantes do grupo farão um protesto saindo do Largo Zumbi dos Palmares, na Capital, até o Palácio da Justiça.

Neis deixou o Presídio Central na sexta-feira, por decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. O Ministério Público recorre da medida no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A prisão foi autorizada em 2 de março, sendo que o servidor ficou nove dias internado no Hospital Psiquiátrico Parque Belém, na Capital, e no dia 11 foi transferido para o presídio.

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