• Sindicato admite preocupação com possível desmobilização dos rodoviários
“Não pagamento da quinzena é o resultado de uma greve ilegal, conforme a justiça do trabalho. Mesmo que fosse legal, quem não trabalha, não pode receber. Mesmo assim, na segunda, abrimos mão de descontarmos os dias para chegar a um acordo, mas a partir de agora os descontos serão feitos. Não há mais negociação neste ponto. Os trabalhadores que não forem trabalhar estão descontados e esse desconto será mantido”, declarou Sá.
O gerente da ATP reclamou ainda da falta de definição das lideranças dos trabalhadores. Segundo ele, as pautas apresentadas na reunião de segunda foram atendidas, mas os trabalhadores mudaram o discurso na assembleia que votou a rejeição da proposta.
“A pauta muda todos os dias. O fato de estar incluído na pauta formal que nos enviaram não significa que todos os itens tenham sido negociados na reunião. Na última, a pauta colocada e discutida foi atendida pelos empregadores. Fizemos uma proposta salarial que transforma o salário atual como o maior das capitais brasileiras. O valor de vale-refeição é maior que a maioria das categorias da cidade. Nós não sabemos mais quem representa quem do lado deles”, avaliou.
Nesta quarta, rodoviários e empresários devem se reunir novamente no Tribunal Regional do Trabalho (TR) na busca por acordo para o fim da greve.