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Empresas descartam voltar atrás nos descontos de dias parados dos grevistas

Gerente-executivo da ATP reclama da postura dos rodoviários nas negociações

As empresas de ônibus não aceitarão mais abrir mão de descontar os dias parados dos grevistas nas próximas reuniões na tentativa de dar fim à paralisação dos ônibus na Capital. Em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta quarta-feira, o gerente-executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Luiz Mário Magalhães Sá, confirmou que a decisão foi tomada após a última proposta apresentada ter sido rejeitada pelos rodoviários.

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“Não pagamento da quinzena é o resultado de uma greve ilegal, conforme a justiça do trabalho. Mesmo que fosse legal, quem não trabalha, não pode receber. Mesmo assim, na segunda, abrimos mão de descontarmos os dias para chegar a um acordo, mas a partir de agora os descontos serão feitos. Não há mais negociação neste ponto. Os trabalhadores que não forem trabalhar estão descontados e esse desconto será mantido”, declarou Sá.

O gerente da ATP reclamou ainda da falta de definição das lideranças dos trabalhadores. Segundo ele, as pautas apresentadas na reunião de segunda foram atendidas, mas os trabalhadores mudaram o discurso na assembleia que votou a rejeição da proposta.

“A pauta muda todos os dias. O fato de estar incluído na pauta formal que nos enviaram não significa que todos os itens tenham sido negociados na reunião. Na última, a pauta colocada e discutida foi atendida pelos empregadores. Fizemos uma proposta salarial que transforma o salário atual como o maior das capitais brasileiras. O valor de vale-refeição é maior que a maioria das categorias da cidade. Nós não sabemos mais quem representa quem do lado deles”, avaliou.

Nesta quarta, rodoviários e empresários devem se reunir novamente no Tribunal Regional do Trabalho (TR) na busca por acordo para o fim da greve.

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