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Juiz ouve na quinta-feira testemunhas arroladas pela defesa dos sócios da Kiss

Ministério Público Estadual (MP) acusou os empresários da boate de homicídio tentado e consumado

O juiz Ulysses Fonseca Louzada ouve na quinta-feira cinco testemunhas de defesa dos sócios da boate Kiss, no processo criminal sobre o incêndio na casa noturna, que matou 242 pessoas, em janeiro do ano passado, em Santa Maria. As testemunhas foram arroladas pela defesa do sócio da boate, Elissandro Spohr. Doze testemunhas indicadas pela defesa do também sócio da boate, Mauro Hoffmann, depõem, na próxima semana, entre os dias 7 e 9. Em 14 de outubro, o juiz toma os depoimentos de mais cinco.

No total, 55 testemunhas arroladas pelas defesas dos réus devem ser ouvidas até o fim do ano. Até o momento, o juiz Ulysses Louzada ouviu 114 sobreviventes (sendo que 100 foram ouvidas em Santa Maria, 11 através de carta-precatório e três fora do Estado) e 16 testemunhas arroladas pelo Ministério Público. Após o depoimento de todas as testemunhas apontadas pela acusação e defesa, serão ouvidos os agentes da perícia.

O Ministério Público Estadual (MP) acusou os sócios da boate , Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e os músicos da Banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, de homicídio tentado e consumado. O grupo fazia show no palco da boate no momento em que o fogo começou, na madrugada de 27 de janeiro. A suspeita é de que o artefato pirotécnico utilizado tenha entrado em contato com a espuma do teto do local e sido a causa do fogo.

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