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Justiça nega prorrogação de prisão temporária de dono da boate Kiss

Pedido havia sido formulado pelo advogado de empresário, que está detido em Santa Maria

A Justiça de Santa Maria negou o pedido de prorrogação da prisão temporária de Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, um dos sócios-proprietários da boate Kiss. Ele e outros três suspeitos de serem os responsáveis pela morte de 239 pessoas no estabelecimento há um mês estão detidos na Penitenciária Estadual de Santa Maria.

O pedido de prorrogação da prisão temporária havia sido solicitado pela defesa do empresário, na segunda-feira passada. Segundo o advogado Jader Marques, o objetivo é dar continuidade ao inquérito policial com a ajuda de seu cliente, que quer fazer acareação com aqueles que estão prestando depoimento e participar da reconstituição da tragédia na boate Kiss, o que até agora não aconteceu.

Nessa terça, o Ministério Público se manifestou contrariamente à medida. Os promotores destacam, ainda, que o pedido do defensor poderia induzir a uma ilegalidade, já que a lei autoriza apenas uma prorrogação, já concedida anteriormente. A decisão de hoje foi expedida pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada.

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