Os primeiros testemunhos devem ocorrer até sexta-feira no Fórum de Santa Maria. A previsão é de que nesta quarta sejam ouvidas 13 vítimas da tragédia. O mesmo esquema será repetido na quinta, quando novamente 13 depoimentos serão tomados. Na sexta, a sessão ocorre somente à tarde, com a presença de sete testemunhas.
Cada vítima deverá fazer o seu relato ao juiz da 1ª Vara Criminal do município, Ulysses Fonseca Louzada, responsável pelo processo. Depois, responderão aos questionamentos. A segunda etapa da agenda de audiências ocorrerá nos dias 9 e 10 de julho.
No início do mês, a Justiça dividiu o processo que apura o caso da boate Kiss. Segundo o magistrado, o processo ficará separado em duas partes: uma para os acusados de homicídio e outra para os acusados de fraude de processual e falso testemunho.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Com informações do repórter Paulo Roberto Tavares