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Segundo o superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, Carlos Eduardo Nery Paes, o paciente apresentava o estado de saúde mais delicado do hospital. "Ele estava com problemas renais e passava por hemodiálise. Era o caso mais grave de todos", explicou.
A família do jovem, que era natural de Santana do Livramento, já foi comunicada do falecimento. Pedro Falcão Pinheiro morava em Santa Maria, onde estudava no Centro Universitário Franciscano (Unifra).
A necropsia confirmou que as vítimas do incêndio da boate Kiss tinham a substância cianeto no sangue. Os autos do exame, fotografias e laudos periciais foram anexados ao pedido de prisão preventiva dos dois sócios da casa noturna, Elissandro Spohr e Mauro Hoffman, além dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor Luciano Augusto Bonilha, decretada nesta sexta-feira pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.