Segundo ele, o trabalho realizado de forma conjunta com a Polícia Civil e a Brigada Militar (BM) está separando os que querem protestar dos que querem danificar a cidade. Na opinião do subprocurador-geral do Estado, as depredações “desnecessárias e propositais” estão provocando o afastamento da população das mobilizações populares.
Na noite dessa segunda-feira, uma marcha que começou pacífica terminou em caos. O principal alvo dos vândalos foram agências bancárias e lojas no bairro Cidade Baixa - em especial, as situadas na rua João Alfredo - e no Centro, em importantes ruas e avenidas do eixo, como Borges de Medeiros, Salgado Filho e Andradas.
Vidraças foram quebradas e estabelecimentos comerciais foram invadidos e saqueados. Diversos empresários utilizaram tapumes de madeiras para evitar atos de vandalismo em suas propriedades, mas os objetos não impediram a ação dos criminosos.
Diversos prédios públicos também foram danificados. Das dezenas de detidos, segundo Dornelles, todos eram vândalos que foram às ruas "com a intenção de furtar e depredar". O subprocurador lembrou que os comerciantes e moradores que sofreram danos devem ajuizar suas ações pessoalmente. Isso ocorre, porque o MP “não tem legitimidade para atuar”.