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MP precisará de mais tempo para analisar inquérito da boate Kiss

Promotores e servidores passarão feriado examinando documentos sobre tragédia de Santa Maria

Promotores e servidores passarão feriado analisando 13 mil páginas
Promotores e servidores passarão feriado analisando 13 mil páginas Foto : João Vilnei / Especial / CP
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP) vai precisar de mais tempo para analisar o inquérito policial sobre a tragédia de Santa Maria. O prazo original – de cinco dias – terminaria na segunda-feira. A força-tarefa do MP passará o final de semana examinando os documentos, mas não há previsão para a conclusão dos trabalhos.

Os promotores David Medina da Silva, Joel Oliveira Dutra e Maurício Trevisan trabalharam no feriado desta sexta-feira. Com apoio de servidores, eles vão analisar 52 volumes e mais de 13 mil páginas que fazem parte do inquérito policial. O MP vai definir os nomes que constarão na denúncia que será oferecida à Justiça, explicou o promotor  Dutra.

A Polícia Civil indiciou 16 pessoas pelo incêndio na boate Kiss, ocorrido na madrugada de 27 de janeiro. Além deles, o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, será investigado por improbidade administrativa. Conforme exames do Instituto Geral de Perícia (IGP), as 241 mortes ocorreram pela inalação de dióxido de carbono com cianeto.


A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 pessoas mortas.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.





 





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