Após saírem do Gasômetro, os manifestantes se dirigiram em caminhada para a prefeitura. Na frente do Paço Municipal, o protesto continua, com gritos de ordem, cartazes e parte da vegetação recolhida da área de derrubada de árvores.
Dezenas de árvores foram derrubadas na quinta-feira, para o começo das obras de ampliação no trecho em frente ao Gasômetro. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) avaliou a questão e autorizou a intervenção de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014. Durante o corte, porém, dezenas de pessoas se reuniram para protestar e alguns estudantes escalaram a vegetação que sobrou para evitar novos cortes.
A vereadora Sofia Cavedon (PT) acionou o Ministério Público para tentar conter o avanço da retirada das árvores. Ela adiantou que o ato representa um crime ambiental e que levará para debate na Câmara de Vereadores. “É um absurdo um ação dessa da prefeitura sem haver nenhum aviso”, afirmou.
Ao comentar a retirada de árvores na avenida Edvaldo Pereira Paiva, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, salientou que os vegetais tinham pouca utilização pela população da Capital. “As pessoas não utilizam estas árvores no Gasômetro”, sustentou. Vereadores e representantes da Smam marcaram uma reunião aberta da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) para o dia 14. O objetivo será ouvir a prefeitura – que suspendeu temporariamente a obra – e os moradores contrários à derrubada.