Mais de dois anos após o incêndio na boate Kiss, que deixou 242 mortos e mais de 600 feridos, os primeiros julgamentos referentes ao caso já tiveram data marcada: 2 e 3 de junho. Terão a culpabilidade analisada os réus que respondem pelo caso na esfera militar. Os depoimentos dos oito bombeiros, entre praças e oficiais, foram finalizados nesta quinta. Todos foram ouvidos diante da juíza Viviane de Freitas Pereira e dos demais quatro integrantes da comissão especial que julga os acusados na Auditoria Militar.
No dia 2, serão julgados quatro oficiais: o ex-comandante do 4º Comando Regional dos Bombeiros, tenente-coronel da reserva Moisés Fuchs, o tenente-coronel da reserva Daniel da Silva Adriano, que dirigia a Sessão de Prevenção a Incêndio quando das concessões dos alvarás para a Kiss, e o capitão Alex da Rocha Camillo, que assinou o segundo alvará da casa.
No dia 3, é a vez de Marcos Vinícius Lopes Bastide, soldado que inspecionou a Kiss à época da liberação do alvará, Gilson Martins Dias e Vagner Guimarães Coelho, responsáveis pela última vistoria, Renan Severo Berleze, ambos sargentos, o primeiro ex e e segundo atual integrante do setor de Planos de Prevenção a Incêndios.
De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça Militar, tanto defesa quanto acusação abriram mão de datas específicas para as alegações finais, que devem ser feitas também nesses dois dias. Após esse procedimento, o Conselho de Justiça profere as penas ou as absolvições.
Primeiro julgamento referente ao incêndio da Boate Kiss será em junho
Audiência acontece depois de dois anos após o incêndio em Santa Maria