Procuradoria alega que embriaguez seja uma das causas da morte de jovens na Boate Kiss

Procuradoria alega que embriaguez seja uma das causas da morte de jovens na Boate Kiss

Advogado de uma das vítimas usou as redes sociais para demonstrar repúdio a suposição

Rádio Guaíba

Procuradoria alega que embriaguez seja uma das causas da morte de jovens na Boate Kiss

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Uma das alegações da Procuradoria-Geral de Santa Maria a respeito da morte de 242 pessoas na maior tragédia registrada em uma boate no país é a ingestão de álcool. A afirmação está na contestação da prefeitura a um pedido de indenização por danos morais realizado pelo irmão de uma vítima do Caso Kiss, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na resposta da Prefeitura à ação movida contra o Executivo, a procuradora Mirela Marchesan afirma que há casos de jovens que sobreviveram à tragédia, mesmo estando em pontos da boate mais distantes da saída e que outros mais próximos da porta não conseguiram sair da casa noturna. Com isso, a possível embriaguez das vítimas é apontada como uma culpa concorrente, o que pode diminuir o valor da indenização.

O advogado responsável pela ação movida por uma das vítimas, Luiz Fernando Smaniotto, publicou o trecho do documento no Facebook. Ele repudiou as alegações da Prefeitura.



A Prefeitura de Santa Maria alega que a defesa foi realizada ainda na gestão anterior.

Em janeiro deste ano, quatro anos após a tragédia, a prefeitura de Santa Maria foi condenada pelo Tribunal de Justiça (TJ/RS) a pagar uma indenização de R$ 200 mil aos pais e ao irmão de Ariel Nunes Andreatta, morto na tragédia aos 19 anos. Cabe recurso ao caso.

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