Rede de cinemas é condenada a indenizar menino de 3 anos que sofreu queimaduras

Rede de cinemas é condenada a indenizar menino de 3 anos que sofreu queimaduras

Café quente caiu sobre a criança na sala de cinema causando ferimentos no rosto, pescoço e peito

Correio do Povo

publicidade

A empresa Cinemark foi condenada por danos morais e materiais a pagar mais de R$ 19 mil a um menino, de 3 anos, que sofreu queimaduras de 2º dentro da sala de cinema. A decisão foi confirmada nesta semana por desembargadores da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

De acordo com a denúncia, um homem, com um copo de café, tropeçou no menino e derrubou o líquido quente sobre ele, causando queimaduras de 1º e 2º graus no rosto, pescoço e peito. O caso aconteceu quando a família aguardava no corredor de entrada da sala de cinema por orientação de um funcionário que os ajudava a localizar as poltronas.

O menino foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro de Canoas. Ele ficou quatro dias internado e depois seguiu o tratamento em casa, sob os cuidados da mãe, que faltou ao trabalho por não ter com quem deixá-lo.

A Cinemark foi condenada a pagar R$ 185,31 devido aos gastos com medicamentos e materiais para curativos e R$ 126,82 pelo desconto no salário da mãe, pelas faltas e atrasos para ajudar nos cuidados com o filho. A indenização por danos morais foi fixada em cerca de R$19 mil.

O que diz a empresa

A rede de cinemas se defendeu alegando que a culpa foi de terceiros e que não houve defeito na prestação de serviços, além disso disse que a responsabilidade seria da tia do menino por entrar na sala de exibição quando o filme já estava sendo reproduzido e por colocá-lo sentado na escada em total desacordo com as normas de organização da empresa.

Contudo o relator do processo no Tribunal de Justiça, o desembargador Jorge André Pereira Gailhard, esclareceu que o fato se trata de relação de consumo, sendo objetiva a responsabilidade do fornecedor de serviços. Além disso, a falha teria ocorrido no momento em que o funcionário do cinema pediu que eles aguardassem em local inapropriado, isto é, justamente no corredor, onde diversas pessoas ainda estavam transitando.

publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895