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Rejeitada denúncia de tentativa de homicídio contra merendeira

Funcionária é suspeita de intoxicar 39 alunos e professores de escola em Porto Alegre

O Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) rejeitou, nesta terça-feira, denúncia contra a merendeira indiciada por tentativa de homicídio de 39 alunos e professores da Escola Estadual Pacheco Prates, em Porto Alegre. No entendimento do juiz substituto da 1ª Vara do Júri, Leandro Raul Klippel, a acusada “jamais conseguiria matar alguém com a substância que utilizou para envenenar merenda servida em escola da Capital”.

O juiz cita o laudo toxicológico que apontou que o veneno usado pela funcionária, o Nitrosin, possui uma concentração tão baixa que seria necessária a ingestão de 2 quilos do produto para matar uma pessoa. No entanto, o juiz destacou que a merendeira pode ser acusada por crimes como lesão corporal, exposição da saúde a perigo ou envenenamento.

A funcionária é suspeita de envenenar propositalmente a refeição das vítimas durante almoço na escola, no dia 4 de agosto. Após um professor identificar a presença de veneno de rato na comida e um aluno passar mal, todos foram encaminhados para atendimento médico. A merendeira teve a prisão preventiva decretada, mas a Justiça revogou.

A funcionária, que havia sido contratada cerca de três semanas antes do crime, confessou ter colocado veneno de rato na refeição e alegou problemas psicológicos para isso. O advogado da merendeira, Lucas Pereira, disse que ela estava sendo perseguida e que os alunos podem ter sido os responsáveis pela intoxicação.

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