O juiz cita o laudo toxicológico que apontou que o veneno usado pela funcionária, o Nitrosin, possui uma concentração tão baixa que seria necessária a ingestão de 2 quilos do produto para matar uma pessoa. No entanto, o juiz destacou que a merendeira pode ser acusada por crimes como lesão corporal, exposição da saúde a perigo ou envenenamento.
A funcionária é suspeita de envenenar propositalmente a refeição das vítimas durante almoço na escola, no dia 4 de agosto. Após um professor identificar a presença de veneno de rato na comida e um aluno passar mal, todos foram encaminhados para atendimento médico. A merendeira teve a prisão preventiva decretada, mas a Justiça revogou.
A funcionária, que havia sido contratada cerca de três semanas antes do crime, confessou ter colocado veneno de rato na refeição e alegou problemas psicológicos para isso. O advogado da merendeira, Lucas Pereira, disse que ela estava sendo perseguida e que os alunos podem ter sido os responsáveis pela intoxicação.