• À espera de assembleia, Capital inicia nono dia de greve
Wenceslau Machado questionou ainda o fato de os empresários não terem sinalizado pela aprovação dos itens da pauta dos rodoviários relativos à redução da jornada de trabalho e ao fim do banco de horas. Segundo ele, o encerramento da greve seria aprovado imediatamente se a proposta atendesse a esses pedidos.
“Se eles aprovarem as seis horas e a queda do banco de horas de compensação, será o sonho de todo rodoviário, que é qualidade de vida acima de tudo. Com certeza a greve termina no momento que isso for aprovado. Mas eles conseguiram fazer um teatro muito bem feito ontem, onde isso foi colocado de lado. Se preocuparam com o nosso índice, que foi metade do que pedimos. O tíquete foi até bom e se preocuparam também com plano de saúde, que não pagávamos nada e agora teremos que pagar. Se vir a pauta das seis horas e o banco de horas cair, passa 100%”, declarou à Rádio Guaíba.
O representante da comissão de negociação, no entanto, evitou dizer que a proposta da patronal não será aprovada na assembleia. Machado afirmou que essa decisão fica a cargo dos trabalhadores. “Não posso falar que a greve vai ou não terminar hoje. Isso depende da categoria. O movimento está grande. Estamos esperando para ver o que vai dar. A situação é que ontem a gente se comprometeu a trazer a proposta que foi feita durante aquelas horas de reunião. Vai depender da categoria. A nossa função é ir para a mesa de negociação e trazer para os trabalhadores decidirem. Nós não decidimos nada”, completou.
Na reunião no TRT, a proposta de acordo para os rodoviários retornarem ao trabalho foi de reajuste de 7,5% à categoria, vale-alimentação de R$ 19 e contrapartida de R$ 10 no plano de saúde. Caso seja aprovada pelos trabalhadores na assembleia, 70% da frota será colocada na rua a partir do meio-dia pelas próximas 48 horas – período destinado à negociação de outros pontos da pauta de reivindicações de motoristas e cobradores.
Caso o acordo passe pela assembleia, os empresários comprometeram-se a não descontar os dias parados do salário dos trabalhadores e a não puní-los. Se for rejeitado, a negociação volta à estaca zero.