A Agas garante que, mesmo após a retirada destas marcas dos pontos de venda, os consumidores não enfrentarão dificuldades no abastecimento de leite. “Juntas, as duas marcas envolvidas representam 3% das vendas no Estado”, lembra Longo.
A descoberta de que o leite adulterado chegou a Porto Alegre ocorreu após a denúncia de consumidor que levou ao Ministério Público amostra de leite da marca Parmalat contaminado por formol. A própria empresa reconheceu o lote como alvo de adição de substâncias tóxicas. O produto foi fabricado em 13 de fevereiro na planta da LBR em Guaratinguetá, em São Paulo e foi adquirido em um supermercado da Capital .
“A empresa não menciona exatamente quais são exatamente os lotes, onde foram recolhidos os lotes contaminados e qual foi o destino desse produto. Além disso, vamos exigir que a empresa informe na imprensa quais são os locais onde os lotes contaminados foram vendidos”, sustenta o promotor da defesa do consumidor, Alcindo Luz Bastos.
O leite faz parte dos lotes apreendidos na 4ª edição da Operação Leite Compen$ado, que ocorreu em 14 de março. Desta vez, o alvo são oito cidades na Região Noroeste, com envolvimento de um posto de resfriamento que encaminhava produtos para São Paulo e Paraná. A semelhança com os fatos anteriores é que transportadores voltaram a adulterar o leite colocando ureia - substância que contém formol.
A empresa tinha informado ao Ministério Público que não havia distribuído os lotes reconhecidamente contaminados com formol no Rio Grande do Sul. Ao consumidor, a orientação é para evitar o consumo de leite das marcas Parmalat e Líder, da LBR, fabricado em 13 e 14 de fevereiro.
* Com informações da repórter Stephany Sander da Rádio Guaíba