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TJ recebe mais de 100 manifestações contrárias à retirada de crucifixos

Conselho da Magistratura deve analisar pedidos de revogação

Até a tarde desta sexta-feira, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ) já havia recebido mais de 100 manifestações de pessoas descontentes com a determinação do Conselho de Magistratura de retirar crucifixos de prédios da Justiça. Além das dezenas de e-mails, cinco pedidos formais foram protocolados no judiciário, que deverá analisá-los nas próximas semanas. O Conselho se reúne todas as terças-feiras, às 14h.

A Associação dos Juristas Católicos do Rio Grande do Sul foi uma das entidades que solicitou a revogação da medida. Conforme o presidente Luiz Vicente Dutra, a decisão foi equivocada e se caracteriza como ilegal. Na avaliação dele, o Conselho é responsável por disciplinar questões no âmbito administrativo. Para o dirigente, não cabe aos magistrados que compõem o órgão deliberar sobre a retirada dos crucifixos.

Dutra ressalta que os símbolos religiosos não fazem referência a apenas uma religião, mas representam um conjunto de valores presentes na cultura do povo brasileiro desde os primórdios do País. A remoção dos símbolos religiosos começou nos foros de todo o Estado três dias após o Conselho ter acatado reivindicação da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL).



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