A Associação dos Juristas Católicos do Rio Grande do Sul foi uma das entidades que solicitou a revogação da medida. Conforme o presidente Luiz Vicente Dutra, a decisão foi equivocada e se caracteriza como ilegal. Na avaliação dele, o Conselho é responsável por disciplinar questões no âmbito administrativo. Para o dirigente, não cabe aos magistrados que compõem o órgão deliberar sobre a retirada dos crucifixos.
Dutra ressalta que os símbolos religiosos não fazem referência a apenas uma religião, mas representam um conjunto de valores presentes na cultura do povo brasileiro desde os primórdios do País. A remoção dos símbolos religiosos começou nos foros de todo o Estado três dias após o Conselho ter acatado reivindicação da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL).