Geral

TJRS é o mais eficiente entre os tribunais do País

Índice de Produtividade dos Magistrados é o segundo maior do Brasil

Desde 2009, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) mantém 100% de eficiência entre os Tribunais de Justiça do País. Ao lado do TJ do Rio de Janeiro, o TJRS conserva os maiores percentuais no último quinquênio. Pela metodologia, um tribunal é considerado eficiente porque, em relação aos demais, conseguiu produzir mais com menos recursos. Os servidores do Judiciário gaúcho seguem sendo os mais produtivos entre as Cortes estaduais. Os magistrados estão na segunda colocação nacional. Os dados são do Relatório Justiça em Números 2014, divulgado ontem pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Os TJs gaúcho e do RJ também são as cortes estaduais com os maiores índices de acesso à Justiça. Ambos registram cerca de 16 mil casos novos por 100 mil habitantes. “O caso do TJRS merece especial destaque, pois possui alta demanda e volume de baixados, mas com pouca tramitação, o que indica que o acervo de pendentes é relativamente baixo diante da população local”, frisa o estudo.

Medida de eficiência relativa dos tribunais, o Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-JUS) traz a razão entre os resultados produzidos e os recursos que foram consumidos pela prestação jurisdicional. TJRJ (grande porte) e TJAP (pequeno porte), juntamente com TJRS, alcançaram eficiência de 100% na análise.

Os tribunais de grande porte, apesar de alcançarem marcas satisfatórias com relação à baixa por magistrados, ainda não conseguem fazer com que o total de processos baixados seja suficiente para alcançar taxas de congestionamento inferiores à média. A exceção vem do TJRS que, além de ter taxa de congestionamento abaixo da média, apresenta o segundo maior Índice de Produtividade dos Magistrados (IPM). No IPM, o TJRS está em segundo lugar, atrás apenas do TJ do Rio de Janeiro. A média da Corte gaúcha foi de 2.154 processos baixados por magistrado, enquanto na carioca foi de 2.920.

No Índice de Produtividade dos Servidores da Área Judiciária (IPSJud), o TJRS ocupa a primeira colocação no ranking nacional, sendo 237 processos baixados por servidor. O TJ do Paraná, segundo colocado, alcançou 206. Novidade neste ano, o Índice de Atendimento à Demanda (IAD) traz a relação entre o total de processos baixados e os casos novos. Em 2013, o TJ paranaense atingiu IAD de 124% e o TJRS ficou em segundo lugar, com 89%. Entre os Tribunais de grande porte (TJSP, TJRJ, TJMG e TJPR), o do RS tem a menor taxa de congestionamento (62%).

A conselheira do CNJ, Ana Maria Amarante Brito, apresentou os dados da Justiça Estadual Brasileira. O total gasto, em 2013, foi de R$ 34 bilhões (+2,3%), sendo o menor aumento de despesas nos últimos cinco anos. Destes, aproximadamente 88% foram destinados a recursos humanos. A JE arrecadou mais de R$ 15 bilhões (45% do total gasto no período). A JE tem 11.361 magistrados, 69% do Poder Judiciário do país. São 270.311 mil servidores que compõem a força de trabalho auxiliar, o equivalente a 66% do total. A maioria dos magistrados (85%) e dos servidores (87%) estão lotados na 1ª Instância.

Tramitaram na JE, em 2013, 74 milhões de ações, 73% pendentes de baixa dos anos anteriores. No período, foram baixados 19 milhões de ações, que representam 93,3% em relação aos 20 milhões de casos novos. No 1° Grau tramitaram, no ano passado, 52 milhões de processos. Cada magistrado proferiu, em média, 1.576 sentenças.
Houve redução no total de processos baixados em 2013, que registrou a maior taxa de congestionamento desde 2009: 74,5%. O maior quantitativo de casos pendentes de baixa de anos anteriores e o crescimento na taxa de congestionamento em 2013 estão diretamente relacionados aos processos de execução de título extrajudicial fiscal, que representam 41,4% de todos os processos pendentes. Entre estes processos, a taxa de congestionamento é de 91%. Ou seja, de cada 100, apenas nove foram baixados no período.

”Os dados estão apontando para a necessidade de metas mais efetivas para a execução fiscal na Justiça Estadual”, afirmou a conselheira do CNJ que destacou, entre os principais desafios da Justiça Estadual a serem vencidos, a elevação considerável de litigância, a tendência de elevação da taxa de congestionamento e o peso das execuções fiscais.

Bookmark and Share