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Colômbia aprova lei para grupos armados se entregarem à Justiça

Nova norma busca reduzir penas para membros de grupos ilegais que se entregarem e colaborarem com autoridades colombianas

Legislação prevê uma redução de pena de até 50% para integrantes de grupos armados e de até 30% para seus líderes
Legislação prevê uma redução de pena de até 50% para integrantes de grupos armados e de até 30% para seus líderes Foto : Handout / Colombian Army / AFP

O Congresso da Colômbia aprovou a lei de submissão de criminosos à Justiça, impulsionada pelo governo do direitista Abelardo de la Espriella. A legislação é voltada para os grupos armados que espalham o terror no país.

Com a nova norma, membros de grupos ilegais que se entregarem e colaborarem com as autoridades terão suas penas reduzidas e serão processados pela Justiça comum. Isso encerra a política de paz promovida pelo governo de esquerda do ex-presidente Gustavo Petro, que tentou negociar, sem sucesso, o desarmamento de facções por meio do diálogo.

"A falsa "paz total" chegou ao fim", escreveu De la Espriella no X, na noite de terça-feira, após a aprovação pelo Congresso, onde a base governista detém a maioria.

O direitista defende uma política de "linha dura" contra os poderosos grupos criminosos da Colômbia. Essas organizações se financiam por meio do narcotráfico e da mineração ilegal, atacando forças de segurança e civis com atentados e drones carregados de explosivos.

A oposição apelidou a nova lei de "Paz traqueta (mafiosa)", afirmando que ela beneficia "laranjas" e pessoas envolvidas na lavagem de dinheiro.

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A legislação prevê uma redução de pena de até 50% para integrantes de grupos armados e de até 30% para seus líderes. Para ter acesso aos benefícios, é necessário cumprir condições como fornecer informações, contribuir para o desmantelamento do grupo, entregar armas e bens, além de, em alguns casos, cumprir um período mínimo de prisão.

Os responsáveis pelo recrutamento de menores não poderão usufruir desses benefícios. Na Colômbia, essa é uma prática disseminada entre grupos armados e um dos crimes mais visíveis da degradação do conflito armado, que perdura há décadas.

A lei será sancionada nesta quarta-feira pelo presidente para entrar em vigor.