Sharon, considerado um herói militar em seu país, reconhecido no exterior como um político pragmático, mas odiado como um criminoso de guerra pelos palestinos e pelo mundo árabe, foi uma personalidade que despertou sentimentos contraditórios. No entanto, os israelenses de todas as tendências reconhecem que o militar e político de 85 anos foi um personagem chave na história do país. Sua morte nesse sábado deixou o presidente Shimon Peres como o único sobrevivente entre os pais fundadores do Estado hebreu.
Antes do funeral, previsto para segunda-feira, o corpo de Sharon será exibido no Knesset (Parlamento unicameral) entre 10h e 16h (8h e 14h de Brasília), para permitir que o público preste uma última homenagem ao ex-líder,
anunciou o gabinete do primeiro-ministro. Seu caixão saiu da base militar de Tzrifin em direção a Jerusalém na manhã deste domingo, onde é esperada a chegada de Shimon Peres para colocar uma coroa de flores, antes da chegada do público.
Na tarde de segunda-feira será enterrado em sua fazenda no deserto de Neguev (sul) após uma cerimônia militar.
Sharon estava em coma desde 4 de janeiro de 2006 devido a um derrame cerebral.
Líderes de todo o mundo enviaram mensagens de condolências e na segunda-feira é esperada a chegada do vice-presidente Joe Biden, que representará os Estados Unidos em uma cerimônia especial no Knesset. Também anunciaram sua presença o ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, o primeiro-ministro
tcheco, Jiri Rusnok, e o emissário do Quarteto para o Oriente Médio, Tony Blair, assim como diplomatas de Espanha, Rússia e Canadá.