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Jonathan agradeceu Reino Unido, China, França e Estados Unidos por terem se comprometido a enviar especialistas para ajudá-los a encontrar as adolescentes sequestradas em meados de abril em sua escola de Chibok, no estado de Borno, um ataque que provocou comoção em todo o mundo. Nesta semana, o presidente americano, Barack Obama, já havia feito declarações neste sentido. Em uma entrevista à rede americana ABC, Obama considerou que este sequestro pode "ser o evento que ajudará a mobilizar a comunidade internacional para finalmente fazer algo contra essa organização horrível, que já cometeu outros crimes terríveis".
A primeira sessão plenária da cúpula começou com um minuto de silêncio em apoio às famílias das adolescentes sequestradas. Em relação ao fórum, Jonathan declarou que espera que seja uma mostra do potencial da Nigéria, convertida na primeira potência econômica da África. Mas o "Davos africano" foi ofuscado pelos últimos ataques do Boko Haram, que, além de ter reivindicado o sequestro destas 276 adolescentes em Chibok, matou centenas de pessoas em ataques a outra cidade do nordeste do país.
Jonathan agradeceu aos mais de mil delegados que viajaram em representação de 70 países à capital federal nigeriana, muito vigiada após os dois atentados que deixaram mais de 90 mortos em menos de três semanas na saída da cidade. "Vocês nos fornecem apoio para que vençamos a guerra que travamos contra o terrorismo", acrescentou. "Se vocês tivessem se negado a vir por medo, o terrorismo teria vencido", acrescentou o presidente.
O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que tomou a palavra antes de Jonathan, declarou que Pequim apoiará economicamente a África, sem nenhuma contrapartida.