Dois homens apenados acusados de matar e esquartejar outro preso em setembro de 2020, foram condenados pela Tribunal do Júri, em Canoas, na Região Metropolitana. O crime ocorreu em setembro de 2020, dentro da Penitenciária Estadual de Canoas 3 (Pecan 3).
Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que apresentou a denúncia contra os dois acusados, um dos homens foi condenado a 33 anos de prisão, enquanto o outro terá de cumprir 24 anos de reclusão. Os réus foram condenados por homicídio triplamente qualificado do apenado de 25 anos, identificado como Lucas Iago Rodrigues Fogaça.
Os promotores Rafael Russomanno Gonçalves, Lívia Menezes Simão e Marcelo Brito da Costa Honorato Santo atuaram no plenário pelo MPRS. As qualificadoras consideradas pela Justiça para a execução da pena foram: motivo fútil, devido a desentendimentos anteriores entre eles; meio cruel, no caso, asfixia; e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que estavam em maior número.
O detento foi morto após socos, chutes, asfixia e golpes de arma branca.Além deste fato, um dos réus, o que teve a maior pena, também foi condenado por vilipêndio a cadáver. O crime consiste em desrespeitar, humilhar ou ofender o corpo ou as cinzas de uma pessoa morta. Neste caso, o fato da vítima ter sido esquartejada após o assassinato.
De acordo com o promotor Rafael Russomanno Gonçalves, o criminoso ostentava o fato de ser um assassino em série. “Se autodeclarava serial killer, tendo respondido a 10 processos por homicídio, mas afirmando ter matado mais de 30 pessoas”, disse.
- Homem de 40 anos é preso por jogar filho de ponte em São Gabriel
- Casa atingida por ônibus que matou pai e filha em Sapucaia do Sul teve fachada destruída; moradora sofreu ferimentos leves
- "Um pedaço da gente foi embora": familiares lamentam morte de pai e filha vítimas de acidente em Sapucaia do Sul
Relembre o caso
O detento, de 25 anos, foi esfaqueado e esquartejado com um estoque dentro de uma cela da Pecan 3, durante a madrugada de 8 de setembro de 2020 Ele tinha antecedentes criminais por roubos, receptação e porte de arma. O corpo da vítima estava envolto em um colchão e em sacos plásticos quando foi encontrado.
Na ocasião, a Polícia Penal informou que a vítima não teria aparentemente vínculos com qualquer facção criminosa. O crime foi praticado por um outro apenado que estava na mesma cela, ocupada ainda por mais cinco presos.