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Marques sustentou que as escutas telefônicas divulgadas pelo MP não podem ser consideradas provas suficientes para condenar o pai do menino. Para a promotora, o material foi importante para determinar a participação do médico na condição de mentor intelectual da morte do filho. “(As escutas) não permitem um juízo de certeza… pura invenção, achismo, imaginação”, disse.
O advogado disse estar revoltado com as conclusões tanto da PC quanto do MP e prometeu tomar providências “na seara civil, na seara administrativa e principalmente na seara criminal contra as pessoas que de maneira leviana atingiram a respeitabilidade (da profissão)”. Ele, no entanto, não citou nomes.
Questionado se as provas que entende serem insuficientes não podem, assim mesmo, convencer o tribunal do júri, Marques disse que primeiro precisa analisar o conjunto probatório para se manifestar. Ele ainda reclamou, mais uma vez, não ter tido autorização, até agora, para acessar o inquérito.
Leandro Boldrini, a companheira dele, Graciele Ugulini, e a amiga do casal Edelvânia Wirganovicz foram denunciados por homicídio doloso (com intenção) qualificado.
O advogado Demetryus Grapiglia, que representa Edelvânia, assistiu à coletiva do MP e saiu durante a apresentação dizendo que o órgão está jogando a população contra os advogados com as insinuações de combinação para livrar Leandro. Já o advogado de Graciele, Vanderlei Pompeu de Matos, não está no escritório e o celular não está funcionando.