O condutor é acusado de ter atropelado um grupo de ciclistas, em fevereiro, no bairro Cidade Baixa. O Golf conduzido por Neis estava atrás de uma manifestação do movimento Massa Crítica.
No dia seguinte ao atropelamento, a Brigada Militar localizou o veículo abandonado na rua Manoel José Fernandes, no bairro Partenon, zona Leste. Neis estava no Central desde o dia 11 de março, depois de passar nove dias em uma clínica psiquiátrica na zona Sul de Porto Alegre.
Na denúncia do MP, a promotora Lúcia Helena Callegari sustenta que, ao acelerar o automóvel contra as vítimas, Neis ocasionou lesões corporais comprovadas por boletins de atendimento médico. Conforme a promotora, os crimes foram praticados por motivo fútil, tendo em vista que o denunciado queria acelerar seu veículo e “demonstrou extremo egoísmo e individualismo”.
Ricardo Neis deixou o Presídio Central de Porto Alegre no início desta tarde. | Foto: Paulo Nunes