O julgamento de mais dois réus acusados de envolvimento na morte do ex-secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, começou na manhã desta terça-feira. O Tribunal do Júri é presidido pelo Juiz de Direito Thomas Vinícius Schons, do 2º Juizado da 1ª Vara do Júri da Capital. A previsão é de dois dias de duração no Plenário de Grandes Júris, no segundo andar do Foro Central I.
Pela acusação atuam os promotores de Justiça Lúcia Helena de Lima Callegari e Eugênio Paes Amorim, do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Já na defesa dos dois réus estão os advogados Tatiana Kosby Boeira e Marcos Vinicius Barrios. Cinco testemunhas foram arroladas pela acusação e oito pela defesa. Um dos réus é acusado de ser o mentor da execução de Eliseu, enquanto o outro teria ajudado a organizar o assassinato, inclusive indicando o irmão dele para a execução do homicídio.
O crime ocorreu na noite de 26 de fevereiro de 2010 na rua Hoffmann, no bairro Floresta, em Porto Alegre. Então secretário municipal da Saúde, Eliseu Santos foi atingido em via pública por dois disparos fatais de arma de fogo. Na ocasião, ele estava acompanhado da mulher e da filha, na saída de um culto religioso.
Eliseu Santos foi atingido por tiros de pistola vindos de integrantes de quadrilha de roubo de veículos, que se aproximaram em um Chevrolet Vectra com o objetivo de levar o Toyota Corolla da vítima. Ele foi vice-prefeito da cidade de Porto Alegre na gestão de José Fogaça, entre 2005 e 2008, e foi também deputado estadual no Rio Grande do Sul pelo PTB. Era médico, formado na Faculdade de Medicina da Ufrgs, na turma de 1973. Em 2007 assumiu a Secretaria Municipal da Saúde.
Possível motivação
O crime teria sido motivado por vingança, em razão da denúncia de um suposto esquema de corrupção envolvendo uma empresa responsável pela vigilância dos postos de saúde da Capital, de propriedade de um ex-policial militar, e pelo encerramento do contrato da terceirizada.
Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), outros dois réus foram condenados a 27 anos e 10 meses de reclusão e 1 ano de detenção em 21 de maio de 2016, um outro sentenciado a 32 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão e 1 ano e 4 meses de detenção em 22 de setembro deste ano e ainda um acusado de ser mandante condenado a 42 anos e dois meses de reclusão em 19 de outubro passado. O próximo júri está marcado para o próximo dia 12 de dezembro e terá mais três réus.