“Não foi esta a reação dele. Ele agiu com total frieza, ficando no momento mais preocupado com o fato de saber se a mídia estaria sabendo de tudo”, disse a delegada em coletiva à imprensa nessa quarta-feira.
• Leia mais sobre o caso Bernardo Boldrini
A titular da DP de Três Passos aguarda os laudos periciais e acredita que restam em torno de 20% para o inquérito ser concluído. Há possibilidade de que o Instituto Geral de Perícias (IGP) consiga entregá-los até o final de semana. Um dos exames laboratoriais poderá apontar quais substâncias que foram injetadas no corpo do menino antes dele ser colocado dentro de uma cova, em Frederico Westphalen. No entanto, a prorrogação do prazo de 30 dias poderá ser solicitada caso seja necessário. Um pedido de prorrogação da prisão do médico Leandro Boldrini, da madrasta do menino, Graciele Ugulini e da amiga do casal Edelvânia Wirganovicz, também não é descartado se for preciso.
Três peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) iniciaram uma nova fase de levantamentos em Três Passos e Frederico Westphalen nessa quarta. Um dos trabalhos é medir tecnicamente as distâncias, por exemplo, entre as casas dos três suspeitos e dos locais em que estiveram, como um posto de combustíveis e o lugar em que foi aberta a cova para enterra o menino.
Todo o trabalho policial é para comprovar o envolvimento dos três suspeitos na morte planejada da criança. Várias provas contra o trio já teriam sido obtidas no trabalho investigativo. A delegada Caroline Bamberg Machado garantiu que todos depoimentos prestados permanecem válidos no inquérito. “Não vou entrar em discussão com os advogados, pois este é um direito deles”, concluiu.