Foi encerrado, na noite de quinta-feira, o júri de três ex-policiais penais acusados de matar um colega em Porto Alegre. Dois deles foram condenados a 16 anos de reclusão e outro foi absolvido. Cabe recurso.
Todos os réus negaram envolvimento na execução. Eles responderam em liberdade. “Estou satisfeita por terem reconhecido a inocência de um dos réus, mas vamos recorrer pra buscar novo júri”, afirmou a defensora pública Tatiana Boeira.
Os promotores Vinicius de Melo Lima e Eugênio Paes Amorim atuaram na acusação. De acordo com o Ministério Público, a vítima foi morta para não revelar o envolvimento dos colegas em roubos e práticas ilícitas dentro do sistema prisional. A tese do MPRS é que os acusados armaram uma emboscada para silenciar William Mansur e, assim, evitar que o esquema fosse denunciado.
"O Ministério Público está satisfeito com as condenações, que marcam uma resposta contra a criminalidade miliciana, ainda incipiente no RS e que não pode se desenvolver”, afirmou o promotor Eugênio Paes Amorim.
Relembre o crime
O agente penitenciário William Mansur Tadrous de Souza trabalhava no Instituto Penal Irmão Miguel Dario, destinado a apenados do regime semiaberto, na Capital. Ele também fazia bicos como segurança em uma empresa particular, sob a coordenação de um dos réus.
Em 14 de junho de 2008, William e outros dois colegas sofreram um assalto, mas apenas ele foi baleado. Segundo a denúncia, tudo não passou de uma emboscada dos acusados para silenciar o agente.