Polícia

Dois são condenados pela morte de líder comunitário na Capital

Assassinos receberam pena superior a 15 anos por homicídio duplamente qualificado

Dois homens acusados de matar o líder comunitário da Vila Chocolatão Léo Antônio Genovêncio Maciel, de 57 anos, em novembro de 2009, foram condenados a mais de 15 anos de prisão, no fim da noite dessa segunda-feira, depois de 13 horas de júri popular, no Foro Central de Porto Alegre. Ambos receberam pena por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Um deles, conhecido como Beiço, de 36 anos, terá de cumprir 16 anos de prisão. Ele era reincidente. O outro acusado, apelidado de Índio, de 25 anos, é réu primário e recebeu pena de 15 anos e meio de detenção.

O promotor de Justiça Eugênio Amorim representou o Ministério Público no plenário. O juiz Volnei dos Santos Coelho presidiu a sessão, que contou com sete jurados. A defesa dos réus foi realizaada pela Defensoria Pública do Estado.

Maciel, conhecido como Seu Léo, foi morto por lutar contra o tráfico de drogas na Vila, instalada em um terreno da Justiça Federal no Centro de Porto Alegre. Ele foi assassinado com dois tiros no rosto e quatro nas costas. O crime ocorreu em um galpão de reciclagem. Outros dois filhos do homem foram mortos em Canoas. A família é atendida por um programa do governo do Estado que prevê proteção policial.

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