Polícia

Empreiteiro é condenado a 12 anos de prisão por encomendar assassinato

Interesse por apólice de seguro motivou a execução, conforme a denúncia do MP

Depois de nove horas de julgamento no plenário da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, o empreiteiro Rodrigo Anderson da Silva, de 28 anos, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pela morte do arquiteto Luiz Izidoro Ramires Boeira, de 58 anos.

A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari representou o Ministério Público no júri popular, que começou às 9h desta quinta-feira e se encerrou perto das 18h. Ela sustentou a denúncia de crime de homicídio duplamente qualificado – cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A sessão foi presidida pelo juiz Volnei dos Santos Coelho. Um defensor público representou o réu.

Silva e Boeira eram sócios e o assassinato foi supostamente motivado por dinheiro. O fato ocorreu na noite de 17 de janeiro de 2007, em uma obra executada na rua Cel. Bordini, no bairro Rio Branco. O corpo de Boeira foi encontrado com dois tiros na cabeça no prédio em construção. Só o celular da vítima desapareceu. Segundo a denúncia do MP, o empreiteiro mandou matar o arquiteto para receber um dinheiro de seguro de vida feito em nome dele. A investigação da Promotoria apurou que a amizade entre os dois levou Boeira a alterar a apólice dois meses antes da morte, colocando Rodrigo como favorecido em 30% do valor da apólice.

A Delegacia de Homicídios concluiu a investigação sem apontar a autoria, mas o interesse de Rodrigo da Silva em acompanhar o caso e de receber a parte dele no seguro chamou a atenção do Ministério Público, que pediu mais diligências à Polícia. Extratos de ligações telefônicas e o relato de uma testemunha no processo aumentaram os indícios contra o empreiteiro. O responsável por executar Boeira não foi identificado.




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