Edinilson Silva dos Santos, o Nito, de 34 anos, foi transferido à Penitenciária Modulada Estadual de Osório (PMEO) nesta sexta-feira, um dia após ter sido preso em Imbé, no Litoral Norte. As instituições da Segurança Pública dizem que ele seria chefe de uma facção na Vila Buraco Quente, no Morro Santa Tereza, na zona Sul de Porto Alegre. Sua defesa rebate essa alegação, adicionando que não teve acesso às informações do processo.
Nito tinha em aberto um mandado de recaptura da 3ª Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital, sendo procurado desde 18 de novembro do ano passado, após romper tornozeleira. Ele havia recebido progressão de pena, deixando a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na Região Carbonífera, no dia 12 do mesmo mês. Após sustentar incompatibilidade de permanência nas unidades de regime intermediário, justificando risco de vida, o que foi reiterado em parecer da Polícia Penal, teve autorização de cumprir sentença com monitoramento eletrônico, no semiaberto.
Nito tem condenações que somam 30 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão. Foi indiciado por envolvimento em 18 homicídios, além de roubo e porte ilegal de armas. De acordo com a Polícia Civil, comandaria a gangue Os Taura, oriunda da Vila Gaúcha, também chamada Buraco Quente. Seria ainda liderança da coligação Antibala, que integra a quadrilha Família do Sul, tendo aliança com traficantes da Vila Jardim, na zona Norte de Porto Alegre, e do bando V7, com base no Complexo da Vila Cruzeiro.
Entenda a ação
Segundo informações da Brigada Militar, Nito teria alugado uma casa no balneário de Mariluz, em Imbé. Ali, chamou atenção por organizar festas no imóvel, tornando-se alvo de monitoramento da Agência de Inteligência da corporação.
No final da tarde dessa quinta-feira, por volta das 18h25min, guarnições abordaram Nito, que estava acompanhado por mais dois “seguranças” armados, em um Volkswagen Nivus modelo SUV, na avenida Haiti. Eles desceram do veículo e tentaram escapar a pé, mas Nito acabou sendo detido. Outros conseguiram fugir.
A operação somou efetivos do Comando de Polícia Ambiental da BM e do 2º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPAT), além de PMs da Inteligência. Depois do registro da ocorrência, na DP de Tramandaí, Nito seguiu para a Penitenciária Modulada Estadual de Osório (PMEO), onde permanece à disposição da Justiça
O que diz a defesa de Nito
A reportagem contatou os advogados Pedro Henrique Alves Ferreira e Graziele Castro Barbosa, que fazem a defesa de Nito, mas a dupla afirmou que somente fará manifestações nos autos do processo. Foi pontuado, entretanto, que nenhum deles teve acesso ao caso. O espaço permanece aberto.