O crime que cometeram, conforme a Polícia Civil, foi do tipo qualificado em função de as mortes terem ocorrido por asfixia. Entre os indiciados estão os sócios da boate Kiss Elissandro Spohr - conhecido como Kiko - e Mauro Hoffmann e o músico Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da Gurizada Fandangueira e o produtor da banda Luciano Augusto Bonilha Leão. Agentes públicos também deverão ser responsabilizados por terem liberado o alvará de funcionamento do estabelecimento.
Conforme a Polícia Civil, ainda nesta semana serão tomados cerca de 150 depoimentos. A tese de homicídio doloso qualificado agrava a pena dos suspeitos em caso de condenação. A previsão legal é de 12 a 30 anos de prisão. Se o judiciário tiver o mesmo entendimento e tratar o caso como sendo doloso, os denunciados pelo crime irão a júri popular.
A prisão temporária dos sócios da Kiss e dos integrantes da Gurizada Fandangueira acaba em 3 de março, mesma data prevista para a entrega do inquérito policial que investiga a morte de 239 pessoas. Porém, o advogado de defesa de Kiko Spohr, Jader Marques, declarou na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva em Santa Maria, que pedirá a prorrogação da prisão temporária do seu cliente por mais 30 dias. Segundo o defensor, o objetivo é dar continuidade ao inquérito com a ajuda de seu cliente, que quer fazer acareação com aqueles que estão prestando depoimento e participar da reconstituição do caso na boate, o que até agora não aconteceu. A tragédia completa um mês na próxima quarta-feira.