• Caso correu o mundo e provoca outros protestos
Depois de ser informado da situação, o magistrado determinou o intervalo na sessão e Neis foi obrigado a recontar tudo que falou desde as 9h. O bancário responde por 11 tentativas de homicídio e cinco lesões corporais. A promotoria, representada por Eugênio Paes Amorim e Lúcia Helena de Lima Callegari, irá pedir pena de 25 anos de prisão para Neis. A defesa do réu está a cargo do advogado Manoel Pedro Silveira Castanheira.
Dez testemunhas são ouvidas
Durante o primeiro dia de julgamento, pela manhã foram ouvidas duas testemunhas e, no período da tarde, o julgamento prosseguiu com o depoimento de mais oito testemunhas. As primeiras testemunhas afirmaram que sofreram escoriações e tiveram suas bicicletas danificadas. Também relataram que o passeio ocorria de forma pacífica e que o réu poderia ter saído da rua ocupada pelos ciclistas, usando vias laterais.
Todas as testemunhas afirmaram que após o ocorrido deixaram de participar de passeios do grupo Massa Crítica. A sétima testemunha, uma dona de casa, estava no evento com a filha e afirmou que foi arremessada por quase meia quadra com a batida do carro, sofrendo hematomas e corte em uma das pernas.
Um rapaz, o nono a ser ouvido, disse ter tonturas até hoje, pois bateu com a cabeça no chão ao ser atingido pelo Golf do bancário. Ele foi levado ao HPS onde levou pontos na cabeça e nas pernas. A última testemunha a falar disse que devido ao impacto ficou desmaiada por alguns minutos e que o capacete que usava quebrou devido ao forte impacto.
Ciclistas dizem que não foram agressivos
Em todos os depoimentos, as testemunhas mencionaram que os passeios realizados pelo grupo Massa Crítica sempre foram pacíficos e que, no dia do atropelamento, ouviram ou presenciaram ciclistas alertando o réu de que deveria esperar um pouco em função da rua estar ocupada por ciclistas, com a presença de mulheres, crianças e idosos, e que, em seguida, ele poderia seguir caminho. Destacaram também os ciclistas nunca foram agressivos com o acusado.
O atropelamento
O caso ocorreu na noite de 25 de fevereiro de 2011, quando um grupo de ciclistas do movimento Massa Crítica foi atropelado por um Golf conduzido por Neis. Quando o atropelamento ocorreu, o bancário chegou a buzinar uma vez antes de acelerar o carro e fugir em alta velocidade. Depois do atropelamento, Neis se internou em uma clínica psiquiátrica da região metropolitana de Porto Alegre.