Polícia

Júri popular condena réus pelo homicídio de Capitão reformado do Exército

José Wilson da Silva, de 89 anos, foi assassinado a tiros em sua residência, no bairro Partenon, em 2021

Policial que investigou morte do ex-vereador é ouvido durante júri
Policial que investigou morte do ex-vereador é ouvido durante júri Foto : Marcel Horowitz / Especial CP

Terminou na tarde desta sexta-feira, 22, o julgamento de dois homens acusados de matar o Capitão reformado do Exército, José Wilson da Silva, conhecido como “Tenente Vermelho”, em dezembro de 2021, na capital. Após dois dias de júri e 22 horas de sessão, os jurados entenderam que os réus são culpados. A pena de um deles foi fixada em 24 anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado. Já o outro homem recebeu a pena de 21 anos, oito meses e 15 dias de reclusão, além de 10 dias-multa, a ser cumprida no regime inicial fechado. Ambos já estavam presos e iniciarão o cumprimento da pena.

Os réus responderam por homicídio qualificado na modalidade consumada, sendo que um deles também foi condenado por furto. Cabe recurso da decisão. O julgamento teve início às 9h30min da manhã de quinta-feira, 21, no Plenário do Foro Central I, e se estendeu até 1h30min da madrugada de sexta. A sessão foi retomada às 10h de hoje e encerrada às 16h30min, sob a condução do Juiz de Direito Felipe Zabeu Vasen, do 1º Juizado da 3ª Vara do Júri de Porto Alegre. Durante o júri, foram ouvidas três testemunhas de acusação.

As outras duas rés terão seus julgamentos realizados em data futura, em razão da cisão processual. Pelo Ministério Público atuou a Promotora de Justiça Luciane Feiten Wingert. A defesa dos réus foi representada pelos advogados Jean de Menezes Severo, Ariel Garcia Leite e Daniel Marques Quintino.

O fato

Conforme denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 10 de dezembro de 2021, quando José Wilson da Silva, de 89 anos, foi assassinado a tiros em sua residência, no bairro Partenon, em Porto Alegre. Segundo a acusação, os réus teriam agido em conjunto, mediante disparos de arma de fogo, com o objetivo de subtrair bens da vítima, simulando um assalto. A denúncia aponta, ainda, que a ação teria sido facilitada por informações privilegiadas sobre a rotina e os bens do idoso, e que a entrada dos executores no imóvel ocorreu sem sinais de arrombamento, indicando o uso de chaves ou facilitação interna. O crime teria sido motivado por interesse econômico, já que a vítima era conhecida por ajudar pessoas próximas. Após o homicídio, um dos réus subtraiu o telefone celular da vítima, que foi posteriormente negociado com terceiros.

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